PRECISA DE AJUDA?
Não sabe o que é a Psicoterapia? Sabe, mas gostaria de obter mais informações? Precisa de ajuda mas não sabe a quem recorrer? Esta página pretende ajudá-lo(a) a resolver alguns problemas. Contacte-nos!

COMO TRABALHAMOS
Procuramos criar um ambiente que ofereça uma sensação de esperança acompanhada de uma mudança de comportamento e ainda criar um contexto no qual histórias e descrições mais úteis possam emergir através do diálogo. A nossa experiência diz-nos que a forma mais produtiva de ajudar as pessoas que nos procuram é através da Terapia Familiar. Assim, é frequente recebermos casais, pais e filhos, irmãos, famí­lias nucleares inteiras ou até elementos extra familiares (ex: amigos, professores). Ocasionalmente somos contactados por pessoas que desejam ser recebidas individualmente - ou porque os familiares não podem estar presentes, ou porque a própria pessoa se sente mais à vontade com esta modalidade. Nestes casos, a sua vontade prevalece! Efectuamos normalmente terapias breves, o que implica que cada processo terapêutico não ultrapassa, regra geral, as 10 sessões. Habitualmente há um alívio imediatamente após a primeira sessão. É frequente ouvirmos alguém dizer que tirou um peso das suas costas ou que sente uma grande vontade de mudar. De facto, consideramos que qualquer mudança ocorre logo que a pessoa decide marcar uma consulta.

TERAPIA CONJUGAL
Há alguns sinais e sintomas que permitem identificar uma relação com problemas. Assinalamos aqui alguns sinais que podem indicar a necessidade de uma consulta de Psicoterapia: *** Conflitos que parecem nunca ficar resolvidos *** Você e o seu companheiro já não se entendem como antigamente *** Os seus filhos parecem ter mais poder do que seria suposto *** Diminuição do desejo sexual ou da paixão *** Sentimentos de indiferença em relação ao seu companheiro *** Falta de vontade de partilhar pensamentos e sentimentos com o seu companheiro *** Diminuição da afectividade *** Ênfase nos aspectos negativos da relação *** Ausência de risos e divertimento quando estão juntos *** Sentimento de maior bem-estar no trabalho do que em casa *** Suspeitas de que o seu companheiro tem um caso extra-conjugal *** Apenas um dos membros do casal toma as decisões *** Um dos membros do casal parece mais preocupado com a sua famí­lia de origem do que com a família actual.

A procura de um profissional pode ajudar a melhorar a sua qualidade de vida mais rápido do que possa pensar. Embora cada casal seja diferente, e não possamos prever o número de sessões necessárias para que haja melhorias significativas, ocorrem normalmente mudanças positivas muito rapidamente. Quanto mais rapidamente procurar ajuda, mais rapidamente conseguirá melhorar a sua relação.

TERAPIA INDIVIDUAL
Eis algumas situações indicadoras de que você pode estar a precisar da ajuda de um profissional: * Sente-se frequentemente irritado(a) e acha que tudo o (a) enerva * Sente dificuldade em concentrar-se ou em tomar decisões * Sente que atingiu o limite * Sente-se frequentemente tenso(a) * Acorda a meio da noite e/ou tem dificuldade em adormecer * Já não ri das coisas que os outros acham engraçadas * Não consegue deixar de pensar numa situação que o(a) traumatizou, mesmo depois de ter passado algum tempo * Sente-se cansado(a) e não consegue relaxar * Sente que os outros não gostam de si * Tem menos energia do que as outras pessoas * Tem passado por problemas alimentares (anorexia ou bulímia) * Sente-se desmotivado(a) em relação ao seu trabalho * Sente frequentemente vontade de chorar * Sente-se desmotivado(a) em relação ao futuro. Algumas pessoas experienciam, depois de uma crise, situações de grande desgaste emocional. De facto, quanto mais ameaçadoras forem essas crises, maior a probabilidade de passarmos por efeitos pós-traumáticos. O recurso a um profissional pode ajudar a recuperar mais rapidamente de uma situação deste tipo.

TERAPIA FAMILIAR
Os problemas parecem ocorrer nas piores alturas. E quando surgem parece não haver forma de desaparecerem. De facto, os problemas conjugais, os problemas com os filhos, com os nossos próprios pais, ou com colegas constituem normalmente uma fonte de stress e tristeza. Por vezes são as pequenas dificuldades quotidianas que ganham proporções incontroláveis enchendo as relações de tensões e conflitos. Eis algumas situações a que a Terapia Familiar pode responder: * A sua relação com os seus filhos e/ou pais tende a piorar * O seu casamento/ a sua relação não é aceite pela sua família ou pela do seu companheiro * As suas relações amorosas tendem a terminar depressa demais * Você tem discussões frequentes com familiares, amigos ou colegas * As outras famílias parecem dar-se melhor do que a sua * Os membros da sua família dão-se mal sempre que estão juntos * Um dos membros da sua família está estranho, isola-se ou sente-se incompreendido * Os problemas da sua famí­lia tendem a prolongar-se e nunca são resolvidos * Os membros da sua famí­lia não são capazes de confortar os outros em momentos de crise * Um dos membros da sua família agride verbalmente os outros.
Uma crise pode provocar alguns sintomas como insónias, irritabilidade e mudanças bruscas de humor. Mas estas crises não ocorrem apenas na família. De facto, como vimos, também podem ocorrer no local de trabalho. As pessoas tendem cada vez mais a trabalhar muitas horas e sentem-se cada vez menos satisfeitas com a sua actividade profissional. Se você ou a sua famí­lia está a passar por um perí­odo de crise, este pode ser o momento ideal para recorrer à ajuda de um profissional.

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terça-feira, 24 de setembro de 2013

COMO SE TRATA A ANSIEDADE?

Praticamente todas as pessoas já experimentaram níveis elevados de ansiedade - a propósito da realização de um exame, em antecipação de uma qualquer mudança que, como todas as mudanças, implica o medo do desconhecido, ou em função de qualquer problema cuja resolução não seja clara. Em suma, quando nos preocupamos com a possibilidade de não sermos capazes de superar determinado obstáculo, é normal que os níveis de ansiedade subam. E, até certo ponto, é saudável que assim seja, na medida em que o medo nos protege de cometermos erros. A preocupação e a ansiedade podem ser muito úteis, impedindo-nos de agir impulsivamente, levando-nos a consultar outras vozes quando nos sentimos inseguros em relação a determinada mudança ou empurrando-nos para sessões de estudo intensivo antes de sermos expostos a um exame.

Mas para algumas pessoas a ansiedade
não é momentânea e muito menos protetora.

É uma presença constante, que atrapalha, que incapacita, que diminui. Nestes casos, falamos de níveis de ansiedade variáveis, que vão desde a sensação de batimento cardíaco acelerado logo ao acordar até aos ataques de pânico que podem ou não estar associados a um evento específico. A preocupação é sistemática mas não é frutífera, na medida em que não dá azo a respostas ajustadas aos problemas. Muitas vezes os problemas nem sequer estão claramente identificados. O mal-estar e a sensação de inadequação é que são perfeitamente identificáveis.

Há com certeza muitas pessoas que se reconhecem nesta descrição. Infelizmente, o reconhecimento do problema está longe de produzir os efeitos esperados, já que nem todas as pessoas tomam a iniciativa de pedir ajuda para tentar ultrapassar uma perturbação que É TRATÁVEL.

Em primeiro lugar, é preciso reconhecer que qualquer transtorno ansioso é uma perturbação emocional e não uma cruz que deva ser carregada indefinidamente. Pode ser difícil vislumbrar uma vida livre de ansiedade, em particular porque os transtornos ansiosos implicam, na maioria das vezes, uma série de pensamentos negativos, crenças irracionais, que implicam que o paciente olhe à sua volta e seja incapaz de reconhecer uma saída. Mais: boa parte destas pessoas vive convencida de que aquele é o seu estado normal, atendendo ao volume de problemas. Ignoram que o seu olhar sobre a realidade está muito condicionado pelas lentes pessimistas desta perturbação.

Só depois de darem o primeiro passo, que em muitos casos passa por um desabafo junto do médico de família, é que começam a acreditar que a vida possa ser diferente. Que os problemas até podem ser reais mas que a resposta tem sido desajustada.

E de que intervenção precisam?

A resposta mais apropriada e mais segura inclui a MEDICAÇÃO E A PSICOTERAPIAAo contrário do que tantas vezes se supõe, um transtorno ansioso não se trata com calmantes. É ao médico - de família ou psiquiatra - que compete fazer uma avaliação rigorosa que permita discernir sobre a medicação mais ajustada. Em muitos destes casos o tratamento inclui a toma de um antidepressivo que funcionará como uma ferramenta essencial para que a pessoa possa sentir-se menos ansiosa. Os ansiolíticos (calmantes) são muitas vezes prescritos apenas em SOS.

Como a medicação não produz milagres, é crucial que o paciente seja acompanhado por um psicólogo e que, através da psicoterapia seja feita uma caminhada que inclua:

❤ a identificação das feridas emocionais que possam estar na origem do transtorno ansioso,
❤ o reconhecimento de todos os pensamentos negativos que atordoam aquela pessoa
 e, claro, o desenvolvimento de competências que permitam que as emoções comecem a ser geridas de forma muito mais saudável.

Como, de um modo geral, estas perturbações condicionam - e muito - os laços afetivos, é expectável que, ao longo do processo terapêutico, também essas relações sejam analisadas.

Em função do apoio especializado que vai recebendo, o paciente começa progressivamente a mudar o seu comportamento. À medida que se vai sentindo mais confiante, vai correndo riscos, vai socializando, e vai percebendo que é capaz de mudar. Como poucas mudanças profundas acontecem sem esforço, é importante que o paciente reconheça que esta é uma caminhada que depende do seu investimento contínuo. Desistir não é opção.